No dia 18 de março, sexta feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio do Telegram em todo o território brasileiro.
Tudo começou após o Telegram não responder formalmente a pedidos da Justiça de apagar perfis ligados ao blogueiro Allan dos Santos. O pedido, feito pela Polícia Federal, também fala que o aplicativo vem se transformando em “terreno livre para a proliferação de diversos conteúdos, inclusive na área criminal”.
A solicitação do ministro do STF previa que a empresa escolhesse um representante legal no Brasil e apagasse um link de download para um inquérito da PF que se encontra em sigilo e ainda não foi concluído.
A resposta do Telegram veio ainda na sexta feira. Durante a noite, o fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, se manifestou, através de um comunicado, no qual se desculpava pela “falha de comunicação” entre a plataforma e a Suprema Corte brasileira. Ele também disse que todas as ordens da Justiça brasileira seriam cumpridas e que precisava de um prazo maior para oficializar um representante no país.
No comunicado, Durov explica ainda o motivo pelo qual houve a falha de comunicação: “Infelizmente, nossa resposta deve ter sido perdida, porque o Tribunal usou o antigo endereço de email de uso geral em outras tentativas de entrar em contato conosco”.
Com a resposta do aplicativo e o cumprimento das exigências feitas pelo STF – sendo que a exclusão da mensagem do inquérito sigiloso no canal do presidente Jair Bolsonaro foi feita no sábado -, no domingo, a plataforma apontou um responsável legal no Brasil, e o ministro Alexandre de Moraes revogou a decisão.